Vou dar aula, e agora?

por Nathalia Domingos

em abril de 2019

Sobre a autora

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Esse texto traz algumas reflexões a respeito da atuação profissional do bacharel em flauta doce no ensino do instrumento. Trata-se de um assunto pertinente que merece uma discussão nesse espaço dedicado à informação e ao conteúdo sobre flauta doce. A autora deseja compartilhar suas reflexões e convida os leitores a partilharem suas convicções e escolhas metodológicas de suas práticas docentes.

 

 

VOU DAR AULA E AGORA?
Esse é, certamente, um dos grandes questionamentos de um músico. Quem nunca se deparou com essa situação em algum momento de sua carreira profissional?
Embora o curso apropriado para a formação de professores de música do ensino básico, escolas especializadas de música, centros comunitários etc. seja a licenciatura, muitos bacharéis – inclusive outros profissionais – atuam nesse segmento como forma de complementar sua renda ou até mesmo como principal fonte. Cedo ou tarde, o bacharel em música ministra aulas individuais ou em grupos em escolas especializadas de música, conservatórios, em sua própria residência ou na casa do aluno. Coutinho (2014) enfatiza a dicotomia músico versus professor, já que a docência aparece nos discursos dos bacharéis em música como uma opção profissional:
90% dos egressos entrevistados desenvolve (ou já desenvolveu) atividades docentes. Este tipo de atuação tem se tornado uma opção da maioria, já que a demanda do mercado de trabalho tem colocado a docência como uma das principais possibilidades de atuação e estabilidade financeira para o músico erudito na cidade de João Pessoa (COUTINHO, 2014, p. 59)1.
Weise (2011) investiga alguns conceitos de musicalidade a partir da perspectiva de professores dos cursos de Bacharelado em Flauta Doce no Brasil, bacharéis, bacharelandos e experts. Percebe-se, em seus dados, que as principais atuações no mercado de trabalho, dentro da concepção dos próprios bacharéis e bacharelandos em flauta doce, são a performance musical e o ensino (Tabela 1). Com relação à sua principal atuação, observa-se que o ensino ocupa a segunda posição (Tabela 2). Esse panorama corrobora aquilo que já sabemos na prática: a atuação do bacharel como professor.
A tendência dos instrumentistas é repetir, muitas vezes de forma inconsciente, a metodologia de ensino vivenciada em sua própria formação musical. O modelo conservatorial de ensino2 tem como alicerce metodológico a adoção de métodos para o estudo com ênfase em aspectos mecânicos da prática instrumental. Esse modelo tutorial, estruturado para atender as demandas da música erudita europeia do século XIX, foi adotado no Brasil3 e exerce, ainda hoje, forte influência no processo de formação do instrumentista brasileiro.
Minha educação musical esteve enraizada nesse padrão conservatorial com aulas individuais que visaram o domínio técnico do instrumento. Questões como improviso, criação e expressão não foram tão explorados nos primeiros anos de meus estudos musicais – uma pena, pois hoje percebo que muitos bloqueios e dificuldades nessas áreas são consequências dessa metodologia de ensino. O intuito aqui, no entanto, não é defender ou atacar os diferentes modelos de ensino musical (tutorial e coletivo4), mas incitar a reflexão a respeito da nossa formação e da nossa própria prática docente, já que a atuação do professor pode marcar, positivamente ou não, a vida e as escolhas de seus alunos. Nesse sentido, concordo com Kodály quando afirma que “um professor ruim pode acabar com o amor pela música durante trinta anos em trinta turmas de crianças” (KODÁLY, 1974, [1964], p. 124 apud SILVA, 2012, p. 60).
Peço que reflitam sobre a educação musical que receberam durante a infância, adolescência ou até mesmo a fase adulta. Quais são as melhores e as piores lembranças dessa época? Por fim, ao atuarem como professores de flauta doce, costumam reproduzir a forma como aprenderam a tocar o instrumento utilizando os mesmos livros/métodos e abordagens metodológicas de seus professores?
Essas questões são primordiais para a conscientização e, consequentemente, adequações e reflexões de nossas práticas pedagógicas em contextos diversificados.

 

 

COMO ARTICULAR O ENSINO DO INSTRUMENTO E DESPERTAR O INTERESSE DAS CRIANÇAS?
Minha grande indagação, ao trabalhar com uma turma de crianças, era despertar o interesse musical daqueles alunos por meio de uma aula prazerosa. Foi difícil adotar um método específico de flauta doce, uma vez que a proposta da instituição escolar onde lecionava era uma vivência musical5. Embora o enfoque não fosse o desenvolvimento técnico instrumental, a adoção da flauta doce com digitação barroca, independentemente da idade e do nível técnico do aluno, sempre foi pré-requisito em minhas aulas. Trata-se de uma escolha pessoal6.
Ao longo desses anos, percebi a importância da inclusão de algumas canções do repertório musical dos alunos, além dos elementos da técnica instrumental e da teoria musical, pois isso os estimula a estudar o instrumento.
Devo advertir que disciplinas como didática e metodologia de ensino não fizeram parte da minha formação acadêmica, já que sou bacharel em música. Por esse motivo foi essencial, para o meu amadurecimento profissional, a busca de informação a respeito dos principais pedagogos do século XX7, trabalhos sobre flauta doce no âmbito acadêmico no Brasil8 e cursos de curta duração destinados à formação de professores9. Esses elementos enriqueceram as minhas aulas com o grupo de crianças.

 

 

E AGORA? QUAL MÉTODO USAR?
Após a conscientização e a adaptação, no meu caso, das aulas de flauta doce conciliando os exercícios musicais de forma lúdica com a técnica instrumental para as crianças, outra questão surgia: qual método adotar?
Existem no mercado inúmeros métodos de iniciação musical e técnica avançada destinados à flauta doce10. Beineke (1997) analisa alguns deles divulgados no Brasil:
  • AKOCHKY, J. Flauta Dulce y educacion musical: guia para la enseñanza coletiva. Buenos Aires: Ricordi Americana, 1977.
  • AKOCHKYM J.; VIDELA, M. Iniciacíon a la flauta dulce soprano em do: tomo 1. Buenos Aires: Ricordi, 1967.
  • FRANK, I. M. Pedrinho toca flauta: volume 1. São Leopoldo: Ed. Sinodal, 1980.
  • HEIBUT, P. Flötenspielbuch: Heft 1. Wilhelshaven, Otto Heinrich Noetzel Verlag, 19??
  • KÜNTZEL-HANSEN, M. Das Blockflöten Anfängenheft: Blockflöten-Kurs, teil 1. Hamburg: Sikorski Verlage, 1985.
  • MÖNKEMEYER, H. Método para flauta doce soprano. São Paulo: Ricordi Brasileira, 1976.
  • ROCHA, C. M. M. Iniciando a Flauta Doce. São Paulo: Ricordi, 1986.
  • SANTA ROSA, N. S. Flauta Doce: método de ensino para crianças. São Paulo: Scipione, 1993.
  • TIRLER, H. Vamos tocar flauta doce: volume 1. São Leopoldo: Sinodal, 1976.
A autora conclui que há dois tipos em relação à abordagem do repertório: a) ensino centrado na execução de uma coletânea de músicas organizadas de forma sequencial de acordo com as dificuldades técnicas propostas (a maioria deles); b) ênfase em exercícios técnicos isolados que são considerados pré-requisitos para a execução do repertório instrumental proposto.
De fato, a maioria dos métodos com os quais tive contato apresenta essa estrutura na qual as canções são organizadas de acordo com o grau de dificuldade técnica. Em geral, são destinados ao ensino infantil e o repertório, na sua grande maioria, prioriza canções folclóricas do Brasil e de outros países ocidentais. Alguns métodos contam com composições elaboradas pelos próprios autores, enquanto outros trazem músicas do período renascentista e barroco.
A seguir, uma lista complementar com algumas obras que considero relevantes. A pretensão não é elencar e nem analisar todos os métodos de flauta doce existentes e/ou disponíveis no mercado, mas apontar algumas características de alguns que adquiri e utilizei em algumas aulas ao longo desses anos. Dentro dessa perspectiva, destaco:
AKOSCHKY, Judith; VIDELA, Mario A. Iniciação à flauta doce volume I.
Público alvo: ensino coletivo para crianças, principiantes.
Repertório: canções do folclore brasileiro e de outros países ocidentais.
Primeiro dedilhado: nota si [01].
Os autores enfatizam os principais aspectos da técnica da flauta doce, como controle da respiração; postura do corpo; posição dos dedos e dos lábios; articulação (tu); afinação e cuidados com a manutenção do instrumento.

CASTRO, Tereza. Cada Dedo Cada Som. Mega Consulting, Belo Horizonte, 2004.
Público alvo: crianças de 5-12 anos.
Repertório: composições da autora e de seus alunos, além de canções da tradição oral ocidental.
Primeiro dedilhado: notas si [01] e lá [012].
Segundo Freixedas (2015, p. 66-67), trata-se de “um método para iniciantes em flauta doce. O livro contém várias melodias, algumas delas de alunos. Ao invés da escrita tradicional, o volume representa gráficos representativos dos parâmetros de altura e duração. Este método vem acompanhado de bloquinhos de madeira coloridos, em vários tamanhos, chamado pela autora de ‘Toquinhos Musicais’, que possibilitam a vivência concreta da questão de proporção entre as figuras musicais, trabalhando a questão da leitura de maneira lúdica e criativa”.

CASTRO, Tereza. Cada Som Cada Música. Belo Horizonte, 2007.
Público alvo: crianças de 5-12 anos.
Repertório: canções da tradição oral ocidental e composições da autora.
Primeiro dedilhado: nota ré [0123456].
No primeiro capítulo, as cinco alturas trabalhadas no livro “Cada Dedo Cada Som” são recordadas. O livro contém o jogo “Baralhos Coloridos” que possibilita a introdução e o desenvolvimento da leitura musical por meio do pentagrama e não mais por meio dos gráficos, como ocorria com os “Toquinhos Musicais” no livro “Cada Dedo Cada Som” (2004).

FRANK, Isolde Mohr. Método para Flauta Doce; Soprano. São Paulo: Ricordi Brasileira, 1976 (1ª ed.).
Público alvo: alunos a partir de 10 anos com leitura musical.
Repertório: temas folclóricos brasileiros e músicas de origem europeia – período renascentista e barroco.
Primeiro dedilhado: notas dó [02] e lá [012].
O método apresenta brevemente a posição do corpo e das mãos; a articulação (du); respiração; afinação, além dos valores das notas e pausas.

FRANK, Isolde Mohr. Pedrinho Toca Flauta volume 1. São Leopoldo/RS, 1980. Editora Sinodal.
Público alvo: crianças de 6-9 anos.
Repertório: temas infantis e folclóricos, todos com letra, o que incentiva a criança a cantar e a tocar as músicas.
Primeiro dedilhado: notas dó [02] e lá [012].
Em sua introdução, a autora se dirige aos professores de música e destaca algumas experiências feitas em suas aulas com crianças.

FRANK, Isolde Mohr. Pedrinho Toca Flauta volume 2. São Leopoldo/RS, 1982. Editora Sinodal.
Público alvo: crianças de 6-9 anos.
Repertório: 58 canções para serem cantadas e tocadas.
Primeiro dedilhado: notas sol [0123] e mi [012345].
Trata-se da continuação do volume 1 com ênfase nos dedilhados das notas da mão direita e da oitava superior, além das notas alteradas.

MÖNKEMEYER, Helmut. Método para tocar la flauta Dulce soprano. Celle: Hermann Moeck Verlag, 1966.
Público alvo: alunos com leitura musical.
Repertório: músicas de origem europeia: folclórico, renascentista e barroco.
Primeiro dedilhado: notas sol [0123], lá [012] e si [01].
No início de cada capítulo, há a apresentação do novo dedilhado e exercícios de fixação.

PROSSER, Elisabeth Seraphim. “Vem comigo tocar flauta doce” Manual para flauta doce soprano vol. I. Brasília: Editora Musimed, 1995.
Público alvo: Crianças a partir de 6 anos.
Repertório: canções do folclore brasileiro e algumas do folclore alemão e inglês.
Primeiro dedilhado: nota lá [012].
Indicações de como segurar a flauta e da articulação (tu).

ROSA, Nereide Schilaro Santa. Flauta doce – Método de ensino para crianças. Ano: 1997, Editora Scipione- 2ª Ed.
Público alvo: Crianças a partir de 6-7 anos.
Repertório: Folclore brasileiro e MPB.
Primeiro dedilhado: nota si [01].
Contém introdução em como segurar a flauta doce; posição da flauta doce na boca; articulação (tu); duração do som; posição das mãos; figuras musicais e leitura no pentagrama.

TIRLER, Helle. Vamos tocar flauta doce 2º volume. São Leopoldo, 1971.
Público alvo: pequenos principiantes.
Repertório: 36 canções folclóricas brasileiras em arranjos para duas flautas soprano (Não há exercícios técnicos).
Extensão: dó [01234567] até fá [012346].
Para Tirler, as segundas vozes são apresentadas como estímulo à improvisação e também para ajudar a reunir grupos de níveis de aprendizagem diferentes.

VELLOSO, Cristal Angélica. Sopro Novo Yamaha – caderno de flauta soprano. Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 2006.
Público alvo: alunos com leitura musical.
Repertório: folclórico e algumas peças eruditas.
Primeiro dedilhado: nota si [01].
O Caderno enfatiza alguns aspectos da técnica do instrumento, como postura, respiração, articulação (tu, du, ku, lu), afinação, além do ensino da leitura musical convencional (pentagrama, figuras musicais e suas pausas, compassos etc.). Um CD com playback das canções acompanha o livro.

WEILAND, Renate; SASSE, Ângela; WEICHSELBAUM, Anete. Sonoridades Brasileiras. Curitiba – 2009.
Público alvo: Crianças e adolescentes.
Repertório: brasileiro com músicas tradicionais regionais.
Primeiro dedilhado: nota lá [012].
De acordo com Freixedas (2015, p.67), “as autoras se preocupam com a qualidade do ensino deste instrumento, estimulando a criatividade, a apreciação e a criação musical, sem deixar de lado considerações importantes sobre sua técnica. O livro apresenta um repertório voltado para a música brasileira, com melodias e ritmos de manifestações culturais provenientes de diferentes regiões do país, como: baião, coco etc. Apresentam, ainda que brevemente, algumas sonoridades não convencionais e determinadas técnicas estendidas, como glissando, efeitos percussivos, além de algumas partituras gráficas”. Além disso, as autoras iniciam cada capítulo com uma estratégia denominada “Blocos Criativos” cujo objetivo é ensinar uma posição nova na flauta doce (técnica) ao mesmo tempo que estimulam a criatividade do aluno.
ALGUMAS DIFICULDADES
Umas das primeiras dificuldades das crianças na fase inicial do aprendizado da flauta doce é a postura, especialmente no que diz respeito à mão direita. Percebe-se que a maior parte dos métodos, salvo exceções11, introduz os dedilhados das notas tocadas pela mão esquerda. Isso, às vezes, pode trazer posturas inadequadas de sustentação da flauta, já que a mão direita não é requisitada. Por esse motivo, procuro introduzir a nota mi [012345] assim que os alunos se familiarizam com as notas si [01], lá [012] e sol [0123], pois dessa forma são obrigados a manter a mão direita em uma posição adequada.
Um artifício que costumo empregar nas primeiras aulas é a utilização de “etiquetas circulares”, encontradas em papelarias, no orifício do polegar para auxiliar o fechamento do furo e, com isso, obter uma melhor qualidade sonora. Com o passar das semanas, se a criança se sentir segura, as etiquetas são removidas.
Ultimamente, tenho utilizado algumas canções e atividades dos métodos “Cada Dedo Cada Som” (CASTRO, 2004), “Sonoridades Brasileiras” (WEILAND; SASSE; WEICHSELBAUM, 2009) e “Vamos tocar flauta doce, volume 1” (TIRLER, 1976) nas aulas coletivas das crianças. Com essas referências, é possível desenvolver a percepção musical12, a coordenação motora, a leitura relativa e a criação musical com partituras não convencionais de forma lúdica. Na verdade, utilizo canções e arranjos de vários autores sem, no entanto, seguir rigorosamente um determinado método do começo ao fim. As escolhas ocorrem de acordo com as necessidades daquele momento – essa é minha forma de trabalhar e acredito que seja assim com grande parte dos professores de flauta doce.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Gostaria apenas de ressaltar que essas são as minhas percepções, reflexões e escolhas baseadas nas minhas experiências ao lecionar flauta doce para um grupo de crianças – de forma alguma elas são piores ou melhores que outras concepções e/ou preferências.
Para mim, a adequação da minha prática pedagógica de acordo com as necessidades e a realidade dos meus alunos foi essencial. Foi importante, durante esse processo, a conscientização, a busca pela informação e a especialização.
Acredito que nós, musicistas, devemos refletir a respeito de nossa formação musical, de nossa atuação profissional, estar ciente das novas tendências, métodos, abertos às discussões e, se necessário, adaptar a nossa prática docente. Dessa forma, o ensinar torna-se algo prazeroso e não apenas a única opção disponível de atuação profissional como fonte de renda principal ou extra.
Para concluir, deixo registrado o meu agradecimento aos idealizadores dessa plataforma (Alfredo Zaine e Daniel Figueiredo) pela oportunidade de colaboração. Além disso, parabenizo os demais colaboradores pelo conteúdo das matérias e dos vídeos divulgados. 
Referências
NOTAS

[1] Essa pesquisa qualitativa com base em entrevistas foi realizada com dez egressos do curso de Bacharelado em Música na UFPB.

[2] Também denominado “modelo tutorial de ensino” (TOURINHO, 2007). Nesse caso, o ensino e a aprendizagem ocorre por meio da relação direta e exclusiva entre aluno e professor.

[3] Fundado em 1841, o Conservatório de Música do Rio de Janeiro serviu de modelo para os outros conservatórios brasileiros.

[4] Os estudos sobre o ensino coletivo em espaços escolares e não escolares vêm crescendo significativamente na área da educação musical. Inúmeros relatos e discussões a respeito do ensino e aprendizagem do instrumento estão publicados nos anais do Encontro Nacional de Ensino Coletivo de Instrumento Musical (ENECIM). Para maiores informações, ver: <https://enecim.emac.ufg.br/>. Tanto para Cruvinel (2003) quanto Tourinho (2007), o ensino coletivo é mais apropriado para os alunos iniciantes, mas dependendo do objetivo da aula, do curso, das características daqueles indivíduos, é muito interessante agregar as duas metodologias (coletivo e individual).

[5] Relatarei aqui a minha experiência em uma escola regular particular que oferece aulas extracurriculares aos seus alunos, como natação, judô, ballet, teatro, futebol, basquetebol, música (flauta doce).

[6] As diferenças e as origens dos dedilhados (barroco e germânico) podem ser consultadas em: MICHELINI, Patrícia. “Flauta Doce Barroca X Germânica – Dois Dedos de Prosa”. Disponível em: <http://labflauta.org/conteudo/flauta-doce-barroca-x-germanica/>. Acesso em: 01 de nov. 2018.

[7] Para informações a respeito dos pedagogos, ver: FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. São Paulo: UNESP, 2005; MATEIRO, Teresa; ILARI, Beatriz (Org.). Pedagogias em educação musical. Curitiba: Ibpex, 2011; PAZ, Ermelinda A. Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. Metodologias e Tendências. Brasília: MusiMed, 2000.

[8] A flauta doce tem conquistado um espaço cada vez maior nos Programas de Pós-graduação. Essa produção enriquece os debates acerca do papel da flauta doce como mediadora no processo de musicalização. Para maiores detalhes, ver: “Bibliografia Secundária”.

[9] Ver: Associação Orff Brasil <www.abraorff.org.br>; Associação Musical Suzuki <http://www.associacaomusicalsuzuki.com.br/>; Atelier Musical Enny Parejo <http://ennyparejo.com.br/>; Escola de Música de Jundiaí <http://www.emj.art.br/cursos-para-professores>; Instituto Brincante <http://www.institutobrincante.org.br/>; Instituo de Educação Musical (IEM) <http://musicaiem.com.br/>; Música e Movimento <http://www.musicaemovimento.com.br/>. Acesso em: 02 de nov. 2018.

[10] Aqui não serão abordados os métodos de técnica avançada para flauta doce.

[11] O método Suzuki de flauta doce soprano volume I, por exemplo, apresenta os dedilhados ré [0123456] e fá# [012356] em sua primeira canção. TAETS (2012), em sua dissertação, avalia as possibilidades de aplicação de uma prática de ensino de musicalização por meio da Flauta Doce a partir da nota mi [012345] como condutora.

[12] Recomendo os Jogos de Escuta propostos pela flautista doce Claudia Freixedas (2015) que têm como objetivo sensibilizar e desenvolver a percepção auditiva.


BIBLIOGRAFIA

BEINEKE, Viviane. A educação musical e a aula de instrumento: uma visão crítica sobre o ensino da flauta doce. In: Expressão, Revista do Centro de Artes e Letras da UFSM, Ano 1, nº 1/2, 1997, p. 25-32.

COUTINHO, Raquel Avellar. Formação superior e mercado de trabalho: considerações a partir das perspectivas de egressos do Bacharelado em Música da UFPB. Dissertação (Mestrado em Música) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2014.

CRUVINEL, Flávia Maria. Efeitos do ensino coletivo na iniciação instrumental de cordas: a educação musical como meio de transformação social. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Música e Artes Cênicas, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2003.

FREIXEDAS, Claudia Maradei. Caminhos criativos no ensino da flauta doce. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

SILVA, W. M. Zoltán Kodály: alfabetização e habilidades musicais. In: MATEIRO, T.; ILARI, B. (Org.). Pedagogias em Educação Musical. Curitiba: Editora Intersaberes, 2012. p. 55-88.

TOURINHO, Cristina. Ensino coletivo de instrumentos musicais: crenças, mitos, princípios e um pouco de história. In: XVI Encontro Nacional da ABEM, Campo Grande, 2007.

WEISE, Tatiane. O(s) conceito(s) de musicalidade na perspectiva de experts, professores e bacharéis da área de flauta doce. Dissertação (Mestrado em Música) - Setor de Ciências Humanas, Letras, e Artes, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2011.




BIBLIOGRAFIA SECUNDÁRIA 

ARAÚJO, Rosali Vigiano. O ensino da flauta doce na prática de estágio do curso de música da UEL. Monografia (Especialização em Metodologia da Ação Docente). Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2003.

BUENO, Meygla Rezende. A flauta doce em um processo de musicalização na terceira idade. Dissertação (Mestrado). Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, 2008.

CAETANO, Milena Tibúrcio de Oliveira Antunes. Ensino coletivo de flauta doce na educação básica: práticas pedagógicas musicais no Colégio Pedro II. Dissertação (Mestrado). Escola de Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2012.

CUERVO, Luciane. Musicalidade na performance com a flauta doce. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Educação, Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, 2009.

NÓBREGA, Janaina Lima. Música contemporânea: aprendizagem das técnicas estendidas da flauta doce. Monografia (Graduação em Música) – Instituto de Artes da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2012.

PAOLIELLO, Noara de Oliveira. A flauta doce e sua dupla função como instrumento artístico e iniciação musical. Monografia (Licenciatura). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/UFRJ, Centro de Letras e Artes. Rio de Janeiro, 2007.

PENTEADO, Silvia Regina Beraldo. O aprendiz da flauta doce nas primeiras séries do ensino fundamental: repertório didático. Dissertação (Mestrado). Instituto de Artes, Programa de Pós-graduação em Música da Universidade de Campinas, 2007.

SOUZA, Zelmielen Adornes de. Construindo a docência com a flauta doce: o pensamento de professores de música. Dissertação (Mestrado). Santa Maria: Programa de Pós-graduação em Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria, 2012.

WEICHSELBAUM, Anete Susana. Flauta doce em um curso de licenciatura em música: entre as demandas da prática musical e das propostas pedagógicas do instrumento voltadas ao Ensino Básico. Tese (Doutorado em Música). Instituo de Artes da Universidade do Rio Grande do Sul, 2013.

WEILAND, Renate Lizana. Aspectos figurativos e operativos da aprendizagem musical de crianças, por meio do ensino de flauta doce. Dissertação (Mestrado). Curso de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, 2006.
Fazendo a citação deste artigo

Domingos, Nathalia. VOU DAR AULA, E AGORA?. lab.flauta, 2019. Disponível em: <http://labflauta.org/conteudo/>.

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Een fluitspelende en een lezende jongen, Nicolo Cavalli
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